Virtualização Microsoft

Ferramentas de Virtualização

1          Propriedades da Virtualização

Nos próximos tópicos serão apresentadas algumas das propriedades que caracterizam o funcionamentode uma maquina virtual e que tornam a utilização de virtualização uma tecnologia tão bem aceita e utilizada pelas organizações atuais.

Isolamento

Um processo em funcionamento na máquina virtual não pode interferir em outra máquina virtual ou no monitor de máquinas virtuais, sendo assim tudo o que for feito na maquina virtual não interfere no sistema hospedeiro.

Inspeção

O monitor de máquinas virtuais deve ter acesso e controle a todas as informações sobre processos rodando em suas máquinas virtuais.

Interposição

O monitor de máquinas virtuais deve ser capaz de inserir instruções na operação de máquinas virtuais.

Eficiência

Instruções inofensivas podem ser executadas diretamente no hardware.

Gerenciabilidade

Com a utilização de um gerenciador de virtualização este terá a capacidade de gerenciar uma máquina virtual independente das outras máquinas virtuais.

Compatibilidade de software

Todo software escrito para uma determinada plataforma deve ser capaz de executar em uma Máquina Virtual que virtualiza esta plataforma.

Compatibilidade de software

Todo software escrito para uma determinada plataforma deve ser capaz de executar em uma Máquina Virtual que virtualiza esta plataforma.

Desempenho

Apesar de inserir uma camada extra de software a um sistema pode comprometer o desempenho de um SO, mas os possíveis benefícios de uso de máquinas virtuais compensam os prejuízos.

Classificações da Virtualização

Dentro dos sistemas virtualizados podemos, encontrar uma combinação de Arquitetura criada e técnica utilizada, nos itens a baixo iremos estudar mais detalhadamente cada um destes assuntos.

Quanto à Arquitetura

Segundo (Laureano M. A.) existem basicamente duas abordagens para a construção de sistemas de máquinas virtuais:

Tipo I: sistema em que o monitor é implementado entre o hardware e ossistemas convidados (guest system).

Tipo II: nele o monitor é implementado como um processo de um sistemaoperacional real subjacente, denominado sistema anfitrião (hostsystem).

Quanto à Técnica

Existem várias técnicas usadas na para Virtualizar. As principais são emulação de Hardware, virtualização completa, paravirtualização e recompilação dinâmica. Essas técnicas são detalhadas nos sub-tópicos seguintes.

Emulação de Hardware

Este tipo de virtualização é considerado o mais complexo devido ao fato de terque emular de maneira precisa o comportamento de um hardware. Isso implicaem emular os ciclos de clock, o conjunto de instruções, os estados de execução(pipeline) do processador e a memória cache. Um ponto importante que deve serlembrado é que este tipo de virtualização se torna útil para os desenvolvedores defirmware e de hardware, uma vez que a funcionalidade de uma solução pode servalidada sem a necessidade do hardware real. Apesar disto, o problema deste tipode virtualização é a lentidão com a qual a emulação acontece podendo chegar aser até 1000 vezes mais lento que o suposto hardware real. Em geral, o hardware a ser emulado é bastante diferente do hardware real sobre o qual o sistema de virtualização está sendo executado.

Virtualização Completa

É uma camada de software que simula todos os dispositivos de hardware de um computador.Tipicamente a máquina virtual (Guest) tem a ilusão de estar rodando em cima de um hardware exclusivo. Uma vantagem desta abordagem é que o usuário instala a Máquina Virtual como uma aplicação típica e os Sistemas Operacionais Guests não precisam ser modificados.

O grande desafio desta técnica são as operações privilegiadas, que podem gerar resultados diferentes dependendo do modo em que executam (modo usuário ou modo supervisor). Operações executadas pelas Máquinas Virtuais não podem de forma alguma alterar o estado de outras Máquinas Virtuais, do Monitor de Máquinas Virtuais, ou do Hardware da máquina real, ou seja, nem todas as instruções das máquinas virtuais podem ser executadas diretamente pelo hardware (XenSource, 2007). Uma estratégia abordada para solucionar este problema é verificar os trechos de código que estão sendo executados na máquina virtual que podem resultar em erros e modificar essas instruções. Essa solução é conhecida como binarypatching. As instruções que podem ser executadas diretamente no Hardware são simplesmente repassadas a ele pelo Monitor de máquinas Virtuais.

Paravirtualização

A paravirtualização é um método que consiste em apresentar ao Sistema Operacionalque está sendo emulado em uma arquitetura virtual que é similar, mas não idêntica à arquitetura física real (XenSource 2). Essa solução aumenta o desempenho das máquinas virtuais que a utilizam(Barham). Entretanto, são necessárias modificações nos sistemas operacionais convidados, que executam na atual arquitetura x86. Ainda assim, as mudanças necessárias nos sistemas convidados devem ser passíveis de implementação, o que já é implementado nas versões mais recentes do Linux (versão 2.6). Recentemente, a Microsoft anunciou uma parceria com a companhia Xensource para que versões futuras do Windows Server, através de virtualização, possam executar distribuições Linux que utilizam o Xen como VMM (Microsoft 2006). Isso mostra que a modificação do sistema operacional convidado é possível de ser feita com um esforço não tão grande a ponto de impactar substancialmente na evolução de Sistemas Operacionais já consolidados no mercado.

Recompilação Dinâmica

Essa técnica, que é conhecida também pelo nome de tradução dinâmica (dynamictranslation), consiste em traduzir durante a execução de um programa as instruções de um formato para outro. Uma aplicação da técnica é vista em compiladores JIT (just-in-time), que traduzem de uma linguagem bytecodepara código nativo da CPU onde o compilador executa. A recompilação (ou tradução) é feita em sete passos. Em um primeiro momento, o código binário é varrido para que seja identificada uma sequência de bits correspondente à seção de código do programa em execução. Logo após esse passo, os bits agrupados anteriormente são divididos em instruções, juntamente com os parâmetros delas. Então, as instruções são transformadas para uma representação mais próxima da máquina nativa. Um código em uma linguagem de alto nível é gerado a partir da representação anterior, código esse que é compilado e reescrito na linguagem nativa. Assim, temos uma sequência de bits agora executável nohardware nativo. Emuladores como o QEMU utilizam essa técnica para aumentar seu desempenho (Bellard, 2006). O VMware Workstation também utiliza essa técnica, recompilando apenas parte do código, uma vez que boa parte dele pode executar nativamente (a arquitetura de hardware subjacente é a mesma da máquina virtual). No VMware Workstation apenas instruções que não podem ser executadas diretamente são recompiladas (Laureano 2. L., 2006).

Um projeto da antiga DEC (DIGITAL FX! 32) [ChernoffandHookway, 1997] utilizava um misto de emulação e tradução binária para executar aplicações 32-bit que executavam no sistema operacional Windows NT 4.0 em computadores Alpha.

Enquanto as aplicações executavam, o emulador capturava um perfil de execução, que, por sua vez, era usado pelo tradutor binário para traduzir as partes das aplicações que haviam executado em código nativo do processador Alpha. Outro exemplo de recompilação dinâmica ocorre em interpretadores de linguagens, como no interpretador Sun “Hotspot” da linguagem Java [Sun, 1999]. As instruções geradas para a máquina virtual e armazenadas nos bytecodesdas classes Java são traduzidas e executadas no hardware.

Vantagens e desvantagens em utilizar Virtualização

Com o surgimento das varias técnicas de virtualização no inicio houve algumas polemicas e alguma hesitação por parte das organizações na sua implementação, existiam duvidas quanto à fiabilidade desempenho, segurança e muitas mais, hoje esse medo já foi ultrapassado por uma grande parte das organizações de TI, pois como podemos ver virtualizar traz-nos muitos benefícios, mas por outro lado apesar de existir menos desvantagens do que vantagens não as podemos deixar de mencionar, em seguida iremos apresentar e aprofundar estas vantagens e desvantagens.

 

Vantagens

Como vimos até agora a virtualização de servidores é uma tecnologia que vem se tornando muito utilizada em empresas de médio e grande porte e que vêm fascinando os gerentes de TI, devido aos benefícios que apresentam. Iremos mencionar agora um pouco mais sobre os benefícios desta nova tecnologia aplicada a gerenciamento de data centers, servidores e desktops.

Segurança

Uma das principais armas da virtualização é a segurança dos servidores VMs, pois dentro de uma maquina servidora, podemos ter varias maquinas virtuais isoladase independentes do sistema operacional nativo do hardware, com isso se o servidor sofrer algum tipo de erro no sistema operacional ou mesmo sofrer um ataque por vírus, malwares e spywares os servidores virtualizados estarão protegidos contra esses ataques.

Custos

Com a possibilidade de se obter em um mesmo hardware, alguns servidores necessários para a empresa (dados, aplicativo, internet,)em um mesmo hardware significa muito na hora de uma implementação ou até mesmo de uma renovação, o chamado upgrade. Com o tanto que a organização terá futuramente de custo em upgrade dos servidores e desktops tornar-se-ia mais viável e barato fazer um upgrade em um só servidor que conseguiria suportar todos os serviços necessários á organização.

Energia

Fica eminente que com menos equipamentos ligados sugando as tomadas, existe uma economia de energia que ao longo do ano, apresenta números significantes, às vezes chegando até mesmo a bancar os custos de uma implantação de servidores virtualizados, levando em atenção a redução das baterias em caso de queda de energia que serão muito menos e certamente vão ter um aumento de duração maior devido á redução de maquinas.

Espaço Físico

Uma das principais barreiras em um data center é sempre o espaço físico, quando não é localizado em porões de prédios fica em um anexo do refeitório, com a redução de equipamentos, fica muito mais aproveitável o espaço do data center, servindo até mesmo para futuras atualizações de armazéns de dados e ativos de rede.

Hardware

É fato que um servidor adquirido de acordo com a aplicação necessária faz uso de no máximo 30% de sua capacidade de processamento, com a virtualização, essa parte ociosa acaba sendo aproveitada, tendo assim, um melhor aproveitamento do hardware do servidor e desperdiçando então custos com equipamentos adicionais para atender aplicações de pouco uso de hardware.

Implementação de Sistemas Operacionais

Com a virtualização temos a possibilidade de utilizar vários sistemas operacionais (S.O) em simultâneo em uma só maquina física, podendo estes ser de plataforma Windows ou podendo utilizar plataformas diferentes como Windows e Linux,

Outra grande vantagem da virtualização é a possibilidade de se utilizar sistemas operacionais (S.O) em hardwares que não suportem os mesmo, é o caso de se utilizar um sistema desenvolvido para o MAC (Macintosh, computador desenvolvido pela Apple, empresa concorrente da Microsoft no desenvolvimento e comercialização de S.O) onde um sistema desenvolvido para o mesmo não funcionaria em computadores baseados na plataforma X86 e ate mesmo o inverso, agora com a virtualização existe a possibilidade de se utilizar o sistema operacional Windows em notebooks desenvolvidos pela Apple.

Migração

Além das vantagens citadas acima a virtualização traz outra grande vantagem que é na parte de migração seja de ambiente ou de até mesmo de hardware, quando a empresa resolve trocar seus servidores por mais novos ou simplesmente se livrar dos custos altos licenças de softwares hospedeiros (são aqueles que ficam instalados diretamente no hardware e dão sustentação ao programa gerenciador de VM) por programas de licença gratuita ou de custo mais baixo, com máquinas reais seria necessário dias e até mesmo semanas para esta migração, já com a virtualização basta copiar o disco virtual de uma maquina para outra e pronto, trabalho de dias que levará apenas algumas horas.

Testes de Software

Através da virtualização podem ser feitos testes em softwares utilizando técnicas nunca antes testadas, alterando e testando configurações, softwares que precisam ser instalados, mas necessitam de uma atenção especial, um primeiro contacto. Utilizando maquina virtual pode efetuar tudo sem ter o medo de corromper ou interferir com o sistema da maquina (host).

Redução da Equipe Gerenciadora

Com a utilização de maquinas virtuais, onde tínhamos cinco maquinas passamos a ter uma dependendo do tipo de serviço que será necessário, visto isto , existe a redução do espaço utilizado pelos equipamentos, o que leva a uma centralização dos dados,  e onde precisávamos de uma equipe para gerenciar um montão de maquinas individuais agora passamos a precisar de muito menos pessoas pois as maquinas irão estar centralizadas, junto com seus Serviços.

Desvantagens

Bem como foi visto esta tecnologia possui diversos aspectos positivos, mas apesar disto temos que analisar quais os seus pontos mais fracos os aspectos que requeremalguma atenção, como por exemplo, incompatibilidades e perda de desempenho com certas aplicações. Em seguida algumas das desvantagens principais estão sendo analisadas.

Segurança

Segundo Neil MacDonald, especialista de segurança da Gartner, hoje em dia, as máquinas virtuais são menos seguras que as máquinas físicas justamente por causa do VMM. Este ponto é interessante, pois se o sistema operacional hospedeiro tiver alguma vulnerabilidade, todas as máquinas virtuais que estão hospedadas nessa máquina física estão vulneráveis, já que o VMM é uma camada de software, portanto, como qualquer software, está sujeito a vulnerabilidades.

Gerenciamento

Os ambientes virtuais necessitam ser instanciados, monitorados, configurados e salvos. Existem produtos que fornecem essas soluções, mas esse é o campo no qual estão os maiores investimentos na área de virtualização, justamente por se tratar de um dos maiores contra-tempos na implementação da virtualização. Vale lembrar que o VMWare é a plataforma mais flexível e fácil de usar, mas ainda apresenta falhas que comprometem a segurança, assim como as demais plataforma.

Desempenho

Atualmente, não existem métodos consolidados para medir o desempenho de ambientes virtualizados. No entanto, a introdução de uma camada extra de software entre o sistema operacional e o hardware, o VMM ou hypervisor, gera um custo de processamento superior ao que se teria sem a virtualização. Outro ponto importante de ressaltar é que não se sabe exatamente quantas máquinas virtuais podem ser executadas por processador, sem que haja o prejuízo da qualidade de serviço.

Como foi visto em tópicos anteriores sabemos que para termosuma maquina virtual é necessário que exista uma emulação de hardware, responsável por deixar esta maquina independente do (host) e disponibilizar recursos para o Sistema operacional, contudo existem alguns aspectos como memória de gráfico e processador em que a maquina virtual não consegue emular o máximo que a maquina host pode dispensar, estes aspectos estarão ligados ao tipo de gerenciador queserá utilizado para Virtualizar, mas diga-se desde já que a grande maioria não consegue atingir memória gráfica muito elevada, quanto aos núcleos de processador, agora com as tecnologias Core2Duo e QuadCore a quantidade de processadores que estarão disponíveis para a virtualização variam  consoante o gerenciador a utilizado.

Gerenciadores mais utilizados para Virtualização

Existem vários softwares para gerenciamento de máquinas virtuais, com a popularização da virtualização vem surgindo cada vez mais programas para gerenciamento como o VIRTUAL PC, VIRTUAL BOX,XEN, QEMU, VIRTUAL SERVER, VMWARE E OUTROS MAIS, abaixo falaremos um pouco mais sobre os principais existentes no mercado.

Virtual PC

O Microsoft Virtual PC 2007, da Microsoft é uma ferramenta gratuita de virtualização de workstations. Este só pode ser instalado em sistemas Windows e mostra uma grande interatividade entre Host e Guest.

Este é um programa que emula um computador dentro do seu Windows. Assim sendo em uma janela será possível abrir outro sistema operacional, como Windows, Linux, MS-DOS, e até criar um HD virtual, que será um arquivo salvo dentro da partição de seu Windows mesmo, podendo ser formatado com qualquer sistema de arquivos, sem interferir no sistema real. Resumindo, é possível usar um sistema FAT32, ReiserFS etc., dentro de um HD formatado em NTFS, por exemplo. O Virtual PC é muito útil para empresas efetuarem, testes de vírus, aprendizado e para rodar sistemas antigos. Assim sendo o usuário pode rodar Sistemas operacionais distintos e conectá-los através de um dispositivo de rede virtual que o instalador disponibiliza dentro de Painel de Controle, na opção conexões de Rede (no caso de Sistemas Microsoft). O Virtual PC permite ainda capturar ISO’s de Instaladores de Sistemas Operacionais e abri-los na forma de uma unidade de CD-ROM também virtual, instalar o Sistema Operacional a partir da ISO e, depois de instalado, ainda personalizar o S.O realizando outras instalações de softwares de terceiros, o que facilita, por exemplo, verificar a migração de aplicações entre plataformas sem precisar de um segundo computador físico. Portanto, o Virtual PC realmente disponibiliza um segundo computador dentro de seu computador. Dentro do computador virtual criado, serão disponibilizados todos os itens de hardware disponíveis no computador real (físico). Poderão ainda ser criadas tantas interfaces quantas o usuário julgar necessário, e estas poderão rodar simultaneamente no PC, desde que haja recursos de hardware suficientes(Microsoft).

Principais características:

Nos tópicos seguintes estarão sendo apresentadas algumas propriedades que caracterizam o software de gerenciamento de Virtualização Virtual PC.

Configuração

Depois de instalado o Virtual PC pode ser configurado para servir as suas exigências, o software tem inúmeros ajustes que controlam como o software interage com o computador físico.

Fácil Instalação

Qualquer administrador pode instalar facilmente o software através de um guia pratico e, após a instalação não necessita reiniciar o Host. Ao abrir pela primeira vez este possui um guia que lhe ajudará na criação e configuração da maquina virtual.

Estandardização

Configure e teste procedimentos e instalações em máquinas virtuais, a assim você pode desenvolver uma configuração padrão que evite os problemas causados por diferenças entre plataformas.

Conveniência

Os usuários podem trocar entre sistemas facilmente como trocam entre aplicações. Simplesmente abrem uma janela onde contem a máquina virtual. Podem pausar máquinas virtuais individuais fazendo com que estas parem de usas ciclos de processamento do computador físico. Pode-se também arquivar estados de máquinas virtuais em disco e restaurá-lo em uma estadia mais atrasada.

Hardware emulado pelo Virtual PC 2007

Na seguinte tabela podemos verificar o hardware emulado pelo Virtual PC dos vários dispositivos que estarão disponíveis para uso, com isto poderemos verificar qual a configuração em termos de hardware que podemos usufruirutilizando o gerenciador Virtual PC.

Chipset Intel 440Bx
BIOS Ami bios
Processador O mesmo processador do “host”
Placa de Vídeo S3 Trio 32/64 (4 MB-16MB)
Placa de Rede DEC 21140 (até 4 placas de rede)
Placa de Som Creative Labs Sound Blaster 16 PnP
Outros Mouse/Teclado PS/2, 2 Disquetes, 2 Portas Seriais, 1 Porta Paralela, até 4 dispositivos IDE

Ambiente Virtualizado pelo Virtual PC

Como podemos ver na figura a baixo, Virtual PC é uma ferramenta extremamente simples em termos de uso e configurações, esta é uma das ferramentas mais utilizadas pelas escolas para ensino.

Virtual Box

Virtualbox é um software de virtualização desenvolvido pela Sun Micro systems que, como o VMware Workstation, visa criar ambientes para instalação de sistemas distintos. Ele permite a instalação e utilização de um sistema operativo dentro de outro dando suporte real a softwares de outros sistemas.

Criado pela empresa Innotek, inicialmente oferecia uma licença proprietária, existia uma versão do produto para uso pessoal ou de avaliação sem custo. Em Janeiro de 2007 é lançado a versão VirtualBox OSE (Open SourceEdition) com a licença GPL (GNU General PublicLicense) , versão 2. Em Fevereiro de 2008 a empresa Innoteck é adquirida pela Sun Microsystems. No dia 20 de Abril de 2009 a Oracle compra a Sun Micro systems e todos o seu produtos, incluindo o VirtualBox(VirtualBox).

O Virtualbox tem um desenho extremamente modular com interfaces de programação interna bem definida e um bom desenho cliente/servidor. Isso torna fácil o controle de várias interfaces de uma só vez. Por exemplo: você pode iniciar uma máquina virtual em uma máquina típica virtual e, em seguida, controlar essa máquina a partir da uma linha de comando, ou também possível via remoto.

As definições de configuração de máquinas virtuais são armazenadas em XML e são totalmente independentes das máquinas locais. Por isso, as definições podem ser facilmente transferidas para outros computadores.

O Virtualbox tem um software especial que pode ser instalado dentro das máquinas virtuais Windows ou Linux para melhorar o desempenho e fazer integração muito mais perfeita. Entre os recursos fornecidos por essas adições clientes são integração do ponteiro do mouse o e soluções arbitrárias de tela (por exemplo, o redimensionamento da janela do cliente). Tal como muitas outras soluções de virtualização, para facilitar a troca de dados entre os hospedeiros e convidados, o Virtualbox permite a declaração do Diretório de certos hospedeiros como “pastas compartilhadas”, que pode ser acessadas de dentro de máquinas virtuais(VirtualBox).

 Xen

O Xen é um software que permite que vários servidores virtuais rodem em um único servidor. Xen é uma plataforma de virtualização livre para as arquiteturas x86, x86-64, IA-32, IA-64 e Power PC. Permite a abertura de vários sistemas operacionais em um mesmo hardware ao mesmo tempo.

Xen foi originado como um projeto de pesquisa na Universidade de Cambridge, liderado por Ian Pratt, fundador da XenSource Inc. Após adquirir a xensource, a empresa Citrix System Inc. é quem agora suporta o desenvolvimento do projeto open Source. (WIKIPÉDIA).

Utiliza a técnica da para-virtualização, ou seja, o sistema operacional da máquina real é executado na camada virtual, cujo conceito de virtualização a para-virtualização é o mesmo do VMware ESX Server, sendo executado diretamente no hardware.

Este software é na verdade um monitor de máquinas virtuais que serão construídas, este monitor tem o poder de gerenciar estas máquinas, mantendo-as em execução através do sistema operacional da máquina real.

Vantagens:

Utilização de um único Kernel base e de um micro Kernel, para a máquina real e todas as virtuais ao mesmo tempo;

Ganha em agilidade e leveza, já que utiliza a maior parte de recursos da máquina real, realizando assim pouca virtualização;

Maior Estabilidade e Confiabilidade;

Segurança, pois isola totalmente as máquinas virtuais (só havendo comunicação por rede);

Perfeito controle sobre o uso da memória e do processador por parte de cada máquina virtual;

Não escravização de terminais dedicados para cada uma das máquinas virtuais;

É um software livre com versão gratuita.

Desvantagens:

Limitação a poucos sistemas operacionais;

Complexidade na instalação e configuração, com uma grande quantidade de passos;

Obrigatoriedade de utilizar um Kernel modificado e um micro Kernel para estabelecer a máquina real e as máquinas virtuais.

Ambiente de Administração da ferramenta

A figura que se segue está representando o ambiente em que são efetuadas as configurações necessárias para que sejam criadas as maquinas virtuais.

QEMU

QEMU é um software livre escrito por (FabriceBellard), este é classificado como uma ferramenta de emulação e não de virtualização.

Recentemente foi desenvolvido um acelerador para o Qemu, o Kqemu, que deixa o Qemu com desempenho próximo ao de virtualizadores mais tradicionais, como o VMWare Server. Oficialmente ele não possui uma interface gráfica, funcionando apenas por linhas de comando.

Atualmente está sendo elaborado um projeto para desenvolver uma interface gráfica para o Qemu, o Qtemu, que monta um comando e executa o próprio Qemu.

O problema desta interface gráfica é que ela não oferece customização de todos os possíveis parâmetros que podem ser passados via terminal como, por exemplo, a localização da pasta de instalação do aplicativo. É importante considerar também que sua versão para Windows ainda está em fase alpha, o que significa que neste sistema operacional ele pode apresentar algumas instabilidades(Wikipedia).

 

Acelerador do Qemu

Seu desenvolvedor FabriceBellard também escreveu um modulo para o kernel Linux (com um porte preliminar para o FreeBSD e o Windows) chamado KQEMU ou Acelerador QEMU, que notavelmente acelera a emulação i386 na plataforma i386. Isso é feito rodando código modo usuário diretamente na CPU do computador hospedeiro, e usando somente o modo Kernel para emular o processador, periféricos e o modo real.

O KQEMU também suporta um modo Kernel de emulação em que uma porção do código modo kernel roda na CPU hospedeira.

O acelerador QEMU KQEMU foi inicialmente distribuído como software proprietário de código fonte fechado (ainda assim, sem custo algum). Mas desde sua versão 1.3.0pre10, que foi lançada em 05-02-2007, está disponível sobre o GPL(Qemu).

 

 

Microsoft Virtual Server

A grande necessidade do mercado atual é redução de custos. Por esse motivo a Microsoft criou Virtual PC que conseguiu emular desktop dentro de desktop. Esse processo de redução de custos pode ser realizado em varias vertentes da empresa, mas a área de TI é uma das principais. Empresas podem estar criandomáquinas virtuais para testar programas em varias plataformas antes de lançarem no mercado. Essa ferramenta mudou a forma como muitas empresas trabalham com desktop de testes. Assim esse novo formato de utilizar máquinas testes ou até desktop de trabalho reduziu bastante a necessidade por aquisição de hardware, tornando-se assim um fator econômico interessante para as empresas.

Essa nova tecnologia despertou uma curiosidade para os administradores de sistemas, a dúvida era se essa plataforma suportaria rodar servidores, isso para redução de custos. Uma empresa poderia comprar um grande servidor e colocar o mesmo para hospedar vários servidores ao mesmo tempo, ao invés de se utilizar vários servidores de médio porte. Assim além de reduzir custos iria acelerar a comunicação entre os servidores, o que seria muito bom.

Pensando nesse público alvo a Microsoft desenvolveu o novo Microsoft Virtual Server 2005. Essa aplicação realiza a virtualização que permite aos consumidores rodar diversos sistemas operacionais ao mesmo tempo em um único servidor físico e um único equipamento de hardware, sendo que cada sistema operacional roda independente um do outro, cada um com seus próprios recursos de hardware, e também uma porcentagem especifica do que é imutável de todo equipamento.

O Microsoft Virtual Server 2005 pode fornecer eficiência no hardware, na integração na integração dos softwares, estruturas e aumentar a produtividade de administradores e responsáveis pela área da TI, afirmando assim que a virtualização oferece estabilidade, gerenciamento e confiabilidade(Technet).

Versões e seus requisitos:

 

Para o Microsoft Virtual Server 2005 temos duas versões, a Standard Edition na qual só pode ser instalado em servidores com um máximo de 4 processadores e a  Enterprise Edition onde só suporta a instalação de um máximo de 32 processadores.

No quadro abaixo estão os principais requisitos para instalação das duas versões:

 

Tabela requisitos técnicos do Virtual Server 2005

 

Requisitos

Standard Edition / Enterprise Edition

Velocidade mínima da CPU 550 MHz ou superior; 1,0 GHz ou superior recomendado.
Processador Processador Celeron, Pentium III, Pentium 4, Xeon, Opteron, Athlon ou Duron necessário.
Memória 256 MB no mínimo; memória adicional necessária para cada sistema operativo convidado.
Disco rígido 2 gigabytes de espaço disponível no disco rígido; espaço em disco adicional necessário para cada sistema operativo convidado.
Monitor Resolução recomendada Super VGA (800 × 600) ou superior.
Sistema operativo anfitrião Windows Server 2003, Standard Edition; Windows Server 2003, Enterprise Edition; Windows Server 2003, Enterprise Edition; Windows Server Small Business Server 2003, Standard Edition; Windows Server Small Business Server 2003, Premium Edition; Windows XP Professional

  

Estrutura do Virtual Server 2005

 

O servidor que controla o acesso ao hardware fica no menor nível.

O Windows Server 2003 é o sistema operacional (sistema de host).

A virtualização do sistema operacional em maquinas virtuais provem do Virtual Server 2005.

Para criar verdadeiras máquinas dentro do servidor já existente, cada maquina consiste em um conjunto de dispositivos individuais virtuais e independentes uns dos outros.

Recuperação de desastres

 

Uma das grandes vantagens do Virtual Server 2005 está na recuperação de desastres. A compra de controladoras SCSI HOST-SWAP para troca de discos com falha com o sistema rodando, compra de fontes excessivas, utilização de um equipamento de grande capacidade se torna mais simples sendo que o investimento é realizado em uma só maquina. Como a empresa estaria investindo somente em um grande servidor, o mesmo poderia ser uma maquina preparada para trabalhar 100% do tempo sem falhas. Sendo assim essa redução de custos torna-se evidente para administradores da TI que precisam aprovar aquisições de materiais mais em conta.

 

Outro fator é que os administradores podem utilizar o Virtual Server 2005 para fazer backup dos servidores de missão-crítica em máquinas virtuais. Varias instancias do mesmo servidor podem ser salvas, isso porque essas máquinas virtuais são salvas em formato de arquivo. Quando um servidor falhar ou não se iniciar novamente, uma nova cópia pode ser colocada no ar.

 

Para que o servidor realize periodicamente copias dos discos contendo informações vitais, os administradores podem utilizar um Script COM API. Casso ocorra uma falha ou catástrofe, outro Script pode fazer com que a máquina virtual levante automaticamente o backup(Microsoft, Virtual Server 2005).

 

Hardware emulado pelo Virtual Server 2005

A tabela a seguir apresenta o hardware emulado pelo produto MicrosoftVirtual Server 2005 R2.

Chipset Intel 440 BX
BIOS AMI BIOS
Processador O mesmo processador do host, sistemas com até 32 processadores
Placa de Vídeo S3 Trio 32/64 (4 MB)
Placa de Rede DEC 21140 (até 4 placas emuladas)
Placa de Som Não suportado
Memória Até 3.6gb de memória por maquina virtual
Controladora SCSI Adaptec 7870 (até 4)
Outros Mouse/Teclado PS/2, 2 Disquetes, 2 Portas Seriais, 1 Porta Paralela, até 4 dispositivos IDE

(Fonte:http://www.microsoft.com/windowsserversystem/virtualserver/techinfo/default.mspx).

Virtual Server Web Console

Através do Site Virtual Server Administration é realizado o gerenciamento do Virtual Server 2005 e da execução das máquinas virtuais. A página Máster Status mostra as varias opções de gerenciar junto às máquinas virtuais que estão configuradas. Em uma janela de informações resumidas da virtualização remota da execução das máquinas virtuais, fornece aos administradores uma previa representação do estado do servidor.  Ao lado oposto da visualização remota é mostrada uma representação gráfica do uso da CPU.Podendo assim os administradores, acessar de uma forma pratica em qualquer lugar que tenha conexão via internet, e poder gerenciar de uma forma pratica os seus ambientes virtualizados.

Inclui-se também nesta pagina descrições do estado da máquina Virtual, visualizando-se as máquinas que estão funcionando, paradas ou salvas. Por fim, no final da pagina, um log de evento descreve os eventos realizados recentemente, e os mesmos também são gravados no log de evento do sistema host(Technet).

 

 

Virtual Server 2005 e Clusters

O virtual Server 2005 aceita clusters tanto dos sistemas operacionais convidados quanto sistemas operacionais do computador físico, comportando importantes cenários de alta disponibilidade. Os clusters dos computadores host oferecem diversas maneiras econômicas de aumentar a disponibilidade do servidor, permitindo a migração e o failover das máquinas virtuais entre os hosts do Virtual Server no cluster.

 

Utilizando o Windows Server 2003, o Virtual Server 2005 as empresas podem criar um ambiente de máquina virtual de alta disponibilidade que pode eficientemente adequar os cenário de indisponibilidade planejados e os não planejados, sem a necessidade de adquirir programas adicionais.

Um exemplo é que os administradores de TI podem eficazmente adiantar as reinicializações requeridas pelas atualizações do sistema. Com o cluster do host do virtual Server devidamente configurado, a execução de máquinas virtuais pode ser migrada para outro host no cluster, com o tempo estimado em segundos de indisponibilidade.

Em casos de indisponibilidade do sistema, como a falha de hardware, as máquinas virtuais executadas no sistema host são automaticamente migradas para o próximo host disponível do Virtual Server. O cluster no sistema convidado permite que as aplicações com suporte a cluster possam ser clusterizadas dentro das máquinas virtuais através dos computadores host que executam o Virtual Server 2005(Microsoft).

Microsoft Hyper-V

No Windows Server 2008, tudo o que é necessário para dar suporte à virtualização de servidores, está disponível como um recurso completo do sistema operacional, denominado Windows Server 2008 Hyper-V.

Com o Hyper-V como função e as diretivas flexíveis de licenciamento, ficou mais fácil do que nunca aproveitar os custos baixos da virtualização através do Windows Server 2008:

O Windows Server 2008 Hyper-V, uma tecnologia de última geração de virtualização de servidor baseada em hipervisor, permite a melhor aplicação de seus investimentos em hardware de servidor, por meio da consolidação de múltiplas funções de servidor como máquinas virtuais (VMs) separadas, executadas em uma única máquina física. Com o Hyper-V, também é possível executar de forma eficiente vários sistemas operacionais diferentes como Windows, Linux, entre outros em paralelo, em um único servidor, e aproveitar ao máximo o poder da computação x64.

O Hyper-V fornece uma plataforma de virtualização dinâmica, confiável e escalonável, somada a um conjunto de ferramentas de gerenciamento integradas, para gerenciar tanto os recursos físicos como os virtuais, permitindo que você crie um centro de dados ágil e dinâmico.O Hyper-V possibilita:

 

Consolidação de Servidores

As empresas são pressionadas a facilitar o gerenciamento e reduzir os custos, ao mesmo tempo em que precisam manter e aprimorar suas vantagens competitivas, como flexibilidade, confiabilidade, escalabilidade e segurança. O uso fundamental da virtualização para a consolidação de vários servidores em um único sistema, mantendo ao mesmo tempo o isolamento, ajuda a suprir estas necessidades. Um dos principais benefícios da consolidação de servidor é a redução do custo total de propriedade (TCO), não apenas por diminuir os requisitos de hardware, mas também por reduzir os custos com energia, refrigeração e gerenciamento.

As empresas também podem se beneficiar da virtualização de servidor com a otimização da infra-estrutura, tanto do ponto de vista da utilização dos ativos, como da capacidade de balancear as cargas de trabalho através de diferentes recursos. Outro benefício é a flexibilidade avançada de todo o ambiente e a capacidade de integrar livremente cargas de trabalho de 32 bits e 64 bits no mesmo ambiente.

 

Continuidade de Negócios e Recuperação de Desastres

A continuidade de negócios é a capacidade de minimizar tanto o tempo de inatividade programado como o não programado. Isso inclui o tempo perdido nas funções de rotina, como manutenção, backup e interrupções de energia não previstas. O Hyper-V contém poderosos recursos de continuidade de negócios, como o backup em tempo real e a migração rápida, para que as empresas possam atender aos parâmetros rigorosos de tempo de ativação e resposta.

A recuperação de desastres é um componente central da continuidade de negócios. Desastres naturais, ataques mal-intencionados e mesmo os problemas simples de configuração, como conflitos de software, podem debilitar os aplicativos e os serviços, até que os administradores resolvam os problemas e restaurem os dados de backup. Com o aproveitamento das capacidades de agrupamento do Windows Server 2008, o Hyper-V agora oferece suporte para a recuperação de desastres (DR) dentro dos ambientes de TI e dos centros de dados, utilizando as capacidades de agrupamento geograficamente dispersas. A recuperação rápida e confiável de desastres e negócios ajuda a garantir potentes capacidades de gerenciamento remoto e a perda mínima de dados.

Desenvolvimento e Teste

Desenvolvimento e teste geralmente são as primeiras tarefas de negócios que usufruem da tecnologia de virtualização. Através do uso de máquinas virtuais, as equipes de desenvolvimento podem criar e testar uma ampla variedade de cenários, em um ambiente seguro e independente, o qual aproxima perfeitamente a operação dos servidores físicos e clientes. O Hyper-V maximiza a utilização dos hardwares de teste, reduzindo os custos, melhorando o gerenciamento do ciclo de vida e aprimorando a cobertura dos testes. Com recursos abrangentes de suporte aos sistemas operacionais guests e pontos de verificação, o Hyper-V fornece uma ótima plataforma para seus ambientes de desenvolvimento e teste.

Centro de Dados Dinâmico

O Hyper-V, em conjunto com as soluções de gerenciamento de sistema já existentes, como o Microsoft System Center, pode ajudá-lo a ter a visão de um centro de dados dinâmico, com sistemas de auto-gerenciamento e agilidade operacional. Por meio de recursos como a reconfiguração automatizada de máquinas virtuais, o controle flexível de recursos e a migração rápida, é possível criar um ambiente de TI dinâmico, que utiliza a virtualização não somente para resolver problemas, mas também para antecipar o aumento de demanda.

 

Principais Recursos do Hyper-V:

Arquitetura Nova e Aprimorada

A nova arquitetura de hipervisormicro-kernel de 64 bits permite que o Hyper-V ofereça uma ampla lista de métodos de suporte aos dispositivos, além de segurança e desempenho avançados.

Amplo Suporte a Sistemas Operacionais

Amplo suporte para a execução simultânea de diferentes tipos de sistemas operacionais, incluindo os sistemas de 32 bits e 64 bits em diferentes plataformas de servidores, como Windows, Linux e outros.

Suporte a Multiprocessadores Simétricos (SMP)

A capacidade de suporte para até quatro processadores múltiplos no ambiente de uma máquina virtual possibilita o aproveitamento total dos aplicativos multi-threaded.

Balanceamento de Carga de Rede

O Hyper-V engloba novas capacidades de comutador virtual. Isto significa que as máquinas virtuais podem ser facilmente configuradas para executar o Windows Network LoadBalancing (NLB) Service, a fim de balancear as cargas entre máquinas virtuais de diferentes servidores.

Nova Arquitetura de Compartilhamento de Hardware

Com a nova arquitetura de provedor de serviço virtual/cliente de serviço virtual (VSP/VSC), o Hyper-V oferece acesso e utilização avançados dos recursos centrais, como disco, rede e vídeo.

Migração Rápida

O Hyper-V permite a migração rápida de uma máquina virtual em execução, de um sistema físico de hospedagem para outro, com um tempo de inatividade mínimo, aproveitando as capacidades já conhecidas de alta disponibilidade das ferramentas de gerenciamento do Windows Server e do System Center.

Instantâneo de Máquina Virtual

O Hyper-V oferece a capacidade de tirar instantâneos de uma máquina virtual em execução, para que você possa reverter facilmente a um estado anterior e aprimorar a solução de backup e recuperação.

Escalabilidade

Com suporte a múltiplos processadores e núcleos em nível de host e acesso avançado de memória nas máquinas virtuais, você pode fazer a escalabilidade vertical de seu ambiente de virtualização, a fim de oferecer suporte a uma grande quantidade de máquinas virtuais dentro de um determinado host e continuar a migração rápida para a escalabilidade através de múltiplos hosts.

Extensível

As interfaces e APIs baseadas no padrão WMI do Hyper-V permitem que os fabricantes de software independentes e desenvolvedores produzam com rapidez ferramentas personalizadas, utilitários e aprimoramentos para a plataforma de virtualização.

Nota: A Microsoft acredita que a maior parte dos clientes espera contar com as capacidades de virtualização nos sistemas operacionais de seus servidores. Entretanto, de acordo com a demanda dos clientes, o Windows Server 2008 poderá ser licenciado sem o Hyper-V.

 

System Center Virtual Machine Manager

O gerenciador de máquinas virtuais System Center Virtual Machine Manager é uma solução de gerenciamento heterogênea e abrangente para centros de dados virtualizados. O Virtual Machine Manager possibilita uma melhor utilização do servidor físico, o gerenciamento centralizado da infra-estrutura de máquinas virtuais e o rápido fornecimento de novas máquinas virtuais pelo administrador e usuários finais. O Virtual Machine Manager oferece a melhor solução para o aproveitamento das habilidades e processos administrativos de TI, no gerenciamento de ambientes físicos e virtuais.

VMWare

Diante de ambientes de virtualização de máquinas, alguns softwares se destacam no mercado, o principal deles é o VMware, sendo o mais utilizado entre as empresas, conforme comprovado em estudos.

A VMwareInc, localizada na cidade de Palo Alto, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos é a desenvolvedora das ferramentasvmware, esta fornece soluções parainfra-estruturavirtual em sistemas baseados em processadores Intel,permitindo que as empresas simplifiquem seus ambientes de TI, com o intuito de  potencializar os  investimentos existentes e permitindo com que empresas respondam rapidamente às demandas empresariais em constante transformação.

O VMWARE é uma ferramenta de virtualização que permite a criação de vários

computadores lógicos com os diversos sistemas operacionais  ou não, em um único servidorfísico.

Analisando esta ferramenta podemos verificar os seguintes benefícios:

Consolida servidores subutilizados e fracos em um servidor mais robusto;

Divide um processador em partições lógicas;

Pode consolidar diferentes sistemas operacionais em uma única máquina;

Isola aplicações com problemas;

Implementação simples;

Permite que aplicações legadas sejam executadas sob um mesmo hardware;

Facilidade de criação de ambientes de testes;

Alta disponibilidade.

Esta última característica é de grande importância, pois quando um servidorapresentar uma falha e esta for detectada pelas ferramentas de gerenciamento existentesou por meio de consulta ao estado de uma máquina virtual, o processo de recuperaçãode falhas no sistema pode ser automatizado, sem intervenções manuais, desta forma osusuários dificilmente percebem a interrupção.

A desenvolvedora VMWARE possui várias ferramentas como VMware Workstation, VMware Server, VMware ESX Server, VMware Player, VMwareFusion que estaremos apresentando nos próximos tópicos.

 

 

VMwareServer

O VMware Server é instalado e executado como um aplicativo em um sistemaoperacional hospedeiro Windows ou Linux. Uma fina camada de virtualização particiona oservidor físico para que várias máquinas virtuais possam ser executadas simultaneamenteem um único servidor como mostra a Figura.

Os recursos de computação do servidor físico são tratados como um reservatóriouniforme e de recursos que podem ser alocados às máquinas virtuais de forma controlada.

De acordo com VMware (2007) o VMware Server particiona um servidor físico em

várias máquinas virtuais. Cada máquina virtual é isolada de seu hospedeiro e das outras

máquinas virtuais, impedindo que sejam afetadas se alguma máquina virtual falhar. Os

dados não vazam entre as máquinas virtuais e os aplicativos só podem se comunicar por

conexões de rede configuradas. O VMware Server encapsula o ambiente da máquina virtualcomo um conjunto de arquivos fáceis de fazer backup, mover e copiar.

 

 

Vantagens do VMware Server:

Ao criar e executar máquinas virtuais com o VMware Server, os usuários podem:

Abastece servidores adicionais em minutos, sem investir em novo hardware.

Executar sistemas operacionais e aplicativos Windows, Linux, Solaris e Netware nomesmo servidor físico.

Facilidade de criação de ambientes de testes;

Aumentar a utilização da CPU (Central Processing Unit) de um servidor físico.

Mover máquinas virtuais de um servidor físico para outro, sem necessidade dereconfiguração.

Capturar o estado completo de uma máquina virtual e recuperar sua configuração.

Viabilizar o gerenciamento centralizado para abastecer, monitorar e gerenciar comeficiência a infra-estrutura de TI.

Ter acesso ao suporte para produtos de nível corporativo.

 

Desvantagens:

Como toda tecnologia, o VMware também tem suas limitações.

Uma das desvantagens do VMware é com a padronização das janelas de opções, olayout acaba sendo prejudicado em alguns momentos.

Outra desvantagem é incompatibilidade e perda de performance em algumas

aplicações. O banco de dados tende a tomar conta de toda a memória. Quando colocadojunto com a virtualização, compete pelo controle dos recursos, gerando conflitos.

Alguns aplicativos que controlam dispositivos físicos de rede, como o firewall, também não devem compartilhar ambientes virtualizados.

 

VMWESXServer

É uma camada de virtualização robusta, testada e aprovada em produção, que abstrai processador, memória, armazenamento e recursos de rede em várias máquinas virtuais, o mesmo é instalado diretamente no hardware do servidor. Este software é voltado para servidores de grande porte.

Dentro das organizações o VMware ESX Server é utilizado para implementar a consolidação e a contenção de servidores de produção, protege a continuidade dos negócios de maneira avançada a um custo baixo, simplifica testes e desenvolvimento de softwares, protege e gerencia os desktops da empresa e rehospeda as aplicações antigas.

Algo que impressiona no VMware ESX Server é que com ele, até mesmo aplicativos que consomem vários recursos, como por exemplo Banco de dados, ERP e CRM podem também serem virtualizados, transformando assim a máquina virtual ainda mais completa, sem contar que este software pode executar outros tipos de formatos de máquinas virtuais, como o Virtual PC e o Virtual Server.

O ESX Server permite grande desempenho das máquinas virtuais; gerenciamento avançado de memória; melhor gerenciamento de alimentação, ou seja, reduzindo a conta de energia do data center; permite que uma única máquina virtual utilize até 4 (quatro) processadores físicos simultaneamente; possibilita o uso de sistemas do servidor físico de alta capacidade; suporta até 128 máquinas virtuais ativas; permite criação de switches virtuais com qualquer número de portas; permite que as máquinas virtuais entrem no modo standby quando não estiverem; opera em vários sistemas operacionais.

O VMware ESX Server também tem suas limitações, dentre as quais, o software somente pode ser usadas com armazenamento local e NAS, não podendo ser com SAN, pode ser implantada em servidores com até 4 CPU’s físicas e memória de até 8 GB.

O motivo do VMware ESX Server ser usado em servidores de grande porte é que ele roda em um nível mais próximo do hardware, eliminando deste modo o overhead de ter um sistema base e aumentando a segurança. (WIKIPÈDIA).

O VMware ESX Server virtualiza o armazenamento e a conexão em rede dos servidores permitindo a execução de vários aplicativos em máquinas virtuais no mesmo servidor físico.

VMwareWorkstation

É voltado ao uso no desktop, em ambientes de desenvolvimento. Atualmente está na versão 6.5.2, e roda em CPU’s Intel e AMD de 32 e 64 bits. Permite rodar vários (computadores virtuais) dentro de um sistema operacional que pode ser o Windows ou o Linux, cada um destes computadores poderodar seu próprio sistema operacional.

O computador simulado pode ter uma quantidade de RAM definida (até 3600 MB no VMware 5.5.3; até 8GB, desconsiderando limitações do hardware, no VMware 6.0) e um disco virtual delimitado (até 950GB)

Ele pode “simular” um drive de CD-ROM, placas de rede (até 3 no VMware 5.5.3; até 10 no VMware 6.0 beta), discos rígidos e portas USB (USB 1.1 na versão 5.5.3; USB 2.0 na versão 6.0).

Recursos importantes:

Possibilidade de “unir” várias máquinas virtuais, permitindo que todas elas sejam iniciadas ou desligadas com um mesmo comando. Também é possível definir redes internas.

Suporte a 3 modos de rede: Bridged (a máquina virtual é vista como um outro computador na rede, com IP obtido via DHCP); NAT (a máquina virtual se conecta ao computador host, que por sua vez se conecta à rede); e Host-Only (a máquina virtual apenas se conecta ao host).

Possibilidade de criar registros instantâneos (“snapshots”) de uma máquina virtual num dado momento. Assim, é possível testar configurações, e se elas derem errado pode-se reverter.

 

VMWPlayer

É um software que não cria máquinas virtuais, apenas executa um Computador virtual pronto, é considerado como irmão pequeno do VMware Workstation, contendo menos opções e funcionalidades.

Para utilizar esta versão do VMware é necessário que se já tenha uma máquina virtual criada, por isto a melhor forma de driblar esta limitação, é instalar versão de testes do VMware Workstation, criar a máquina, para que posteriormente possa se utilizar o VMware Player para executar a máquina recentemente criada, é um software interessante para os usuários comuns, considerando que a versão Workstation é paga e a Player é gratuita.

 

VMWFusion

Foi desenvolvido para atender as necessidades dos usuário adeptos do Macintosh com CPU Intel, que roda o sistema Mac OS X. Permitindo que estes usuários que utilizem outros sistemas operacionais, como Windows e Linux, através é claro da máquina virtual.

Esta versão permite ao usuário importar outros formatos de máquina virtual, como por exemplo, do Virtual PC e Parallels.

Segundo no site da VMWare, o VMware ainda contem outros produtos, dentre eles estão:

VMware P2V: ferramenta que migra servidores físicos para máquinas virtuais.

VMware Virtual Center: Ferramenta que centraliza o gerenciamento de instalações do VMware.

Vmotion: ferramenta que transfere máquinas virtuais entre servidores, de forma transparente, resultando no mínimo de downtime (tempo com o servidor fora do ar).

Fazendo um resumo do VMware, chega-se a conclusão que este software é útil nos seguintes casos:

Em ambientes de desenvolvimento, onde empresas possuem produtos multiplataforma, que precisam ser usados em diferentes sistemas operacionais;

Em ambientes de suporte, onde se ganha em agilidade, permite a um técnico abrir rapidamente um ambiente Windows ou linux na máquina virtual;

Em migração e consolidação de servidores antigos, é comum em redes ter vários servidores antigos, com o VMware os custos de manutenção diminuiria, levando em conta que teria menos servidores físicos particionando em servidores virtuais;

Em testes de sistemas operacionais, lembrando que tem softwares desenvolvidos apenas para rodar em Windows ou linux, utilizando o VMware poderá ter um sistema na máquina real e outro na máquina virtual;

Fazer simulações de instalações complexas de rede, utilizando as máquinas virtuais.

É importante ressaltar que o VMware também possui limitações, segundo o site da VMWare, as limitações são as seguintes:

Não funciona em sistemas operacionais muito antigos, como o caso das distribuições Linux baseadas em Kernel 2.0 ou 2.2;

A versão Workstation requer uma correção para rodar no Linux com Kernels 2.6 mais recentes.

Há apenas suporte experimental À aceleração 3D, tornando o VMware inviável para uso de jogos;

Existem alguns problemas com uso de placas de rede sem fio (Wireless), sendo necessário usar o modo NAT.

 

By Luca Heller


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